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INSTRUMENTAÇÃO CIRÚRGICA NO BRASIL:

Inovação, Regulamentação e o Papel da Enfermagem

 

A instrumentação cirúrgica é um elemento essencial para a segurança e eficiência dos procedimentos operatórios. Atuando nos bastidores do centro cirúrgico, o instrumentador cirúrgico contribui diretamente para o sucesso das cirurgias e para a segurança do paciente, por meio da gestão adequada de instrumentos, da organização lógica das etapas operatórias e da resposta rápida às necessidades da equipe médica.

 

Avanços Tecnológicos e Inovação

 

O campo da instrumentação cirúrgica acompanha de perto os avanços da medicina e das tecnologias aplicadas à saúde. A crescente automação, a digitalização dos processos de esterilização e a integração de sistemas de rastreabilidade estão entre as inovações que transformam o trabalho enfermeiro-instrumental. A rastreabilidade automatizada dos instrumentais, por exemplo, tem se mostrado uma ferramenta importante para aumentar a segurança do paciente e reduzir riscos de infecção, ao permitir o controle detalhado de cada peça ao longo de seu uso, esterilização e manutenção.

 

Além disso, o desenvolvimento de instrumentos cirúrgicos modernos, mais precisos, ergonômicos e específicos para técnicas como cirurgia minimamente invasiva e robótica, aumenta a exigência técnica do profissional que atua na instrumentação. Essas tecnologias influenciam diretamente o perfil de formação e o repertório de habilidades necessários para uma atuação segura no centro cirúrgico.

 

Regulamentação da Profissão

 

Um dos pontos mais debatidos no Brasil é justamente a regulamentação da instrumentação cirúrgica como profissão distinta.

 

Atualmente, a instrumentação cirúrgica não é reconhecida como uma profissão regulamentada por lei própria no Brasil. A atividade é considerada, segundo pareceres de vários Conselhos Regionais de Enfermagem, uma especialidade ou qualificação que pode ser desenvolvida por profissionais da saúde com formação adequada, especialmente os da enfermagem, mas não existe uma lei federal que a regulamente de forma autônoma.

 

Ao longo dos anos, diversos projetos de lei já foram apresentados no Congresso Nacional tentando regulamentar a profissão de instrumentador cirúrgico, estabelecendo requisitos de formação e habilitação específicos. Um destes projetos chegou a ser aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, propondo que técnicos de enfermagem com curso específico ou experiência mínima de dois anos possam exercer a atividade.

 

No entanto, nenhuma dessas propostas se tornou lei definitiva até o momento, o que mantém a instrumentação cirúrgica como uma função qualificada dentro da enfermagem, contudo sem Conselho Profissional próprio ou regulamentação específica. Lembrando que as demais profissões, atualmente regulamentadas, passaram pelo mesmo processo e algumas, como Comerciário e Historiador, levaram décadas para serem aprovadas. Enquanto isso, os profissionais qualificados se destacam e constroem suas carreiras com significativos ganhos por atuação em equipes cirúrgicas.

 

Atuação da Enfermagem na Instrumentação Cirúrgica

 

No contexto brasileiro, a maioria dos profissionais de instrumentação cirúrgica provém da enfermagem, seja na forma de técnicos, auxiliares ou enfermeiros que se especializam nessa área.

 

Os Conselhos Regionais de Enfermagem entendem que a instrumentação faz parte das atividades que podem ser desempenhadas por técnicos e auxiliares de enfermagem, quando habilitados e sob supervisão do enfermeiro responsável técnico. Essa perspectiva está baseada na Lei nº 7.498/1986 e nos decretos que regulamentam o exercício da enfermagem no país. Para mais informações, consulte a ARCOS SAÚDE em Manaus. 

 

 

ARCOS SAÚDE Formação e Treinamento em Instrumentação Cirúrgica